19 de março de 2013

Abelhas-rainhas elevam produtividade


Ascom Senar-PB

São escolhidas as melhores matrizes e com perfis voltados à produção de mel ou própolis. No Centro de Transferência de Tecnologia Apícola (CTTA), em funcionamento desde outubro do ano passado em Ortigueira, já nasceram cinco abelhas-rainhas.
No complexo sistema social das abelhas, as rainhas e os zangões têm apenas função reprodutiva, enquanto as operárias são responsáveis pela produção na colmeia. A abelha-rainha vive em média três anos, mas seu ápice reprodutivo é até um ano de idade e, portanto, a apicultura moderna recomenda a substituição das rainhas velhas todos os anos.
A abelha-rainha bota em média três mil ovos por dia, depois de uma única fecundação que ocorre no decorrer da sua vida. Por meio das técnicas de produção de rainhas, que usam o kit jenter (dispositivo que seleciona as larvas das rainhas), são selecionadas as melhores matrizes. Com o aprimoramento da técnica, conforme o apicultor Julio César Generoso, é possível padronizar a colmeia com operárias mais produtivas, higiênicas e até mais mansas.
O presidente da Con¬¬¬federação Brasileira de Apicultura, José Cunha, diz que o melhoramento genético é o caminho certo para a apicultura brasileira. “O Brasil está alcançando um estágio muito bom, com muitos institutos de pesquisa nos ajudando”, afirma. Mas, a inseminação artificial ainda está distante do cenário nacional. “Há algumas pesquisas iniciais, mas a técnica é mais usada na China e na Coréia”, complementa o consultor do Sebrae especialista em apicultura, Luiz Schimizu.
A cadeia produtiva, informa a Confederação Brasileira de Apicultura, é grande. Estima-se que a apicultura envolva 350 mil produtores e gere 450 mil ocupações no campo. O Paraná é o segundo maior produtor de mel do Brasil, com 5,2 mil toneladas, atrás do Rio Grande do Sul, que é o líder do setor, com 7,3 mil toneladas anuais.
3 mil ovos por dia são postos pela abelha-rainha após uma única fecundação.

Fonte: Gazeta do Povo Online