3 de março de 2015

Balde Cheio muda realidade da cadeia leiteira no estado


Ascom Senar-PB



Orientar para o uso de técnicas e inovações de baixo custo, ampliar a produção leiteira e criar alternativas de renda para pequenos e médios produtores rurais. Esta é a base do Balde Cheio, programa que incentiva a pecuária de leite, operacionalizado pelo Senar Paraíba em parceria com a Fundação Banco do Brasil. O programa teve suas ações iniciadas no estado em fevereiro de 2014, contando com um número inicial de 65 produtores rurais. Hoje, totaliza 73 adesões.
Pequenos produtores com pouco acesso à assistência técnica são os mais beneficiados e têm conseguido aumentar a qualidade e quantidade na produção de leite e, consequentemente, crescer a produtividade e os lucros. Os registros revelam um aumento na produção de leite dos produtores ligados ao programa, que produziam apenas 659 litros e hoje chegam a 4.434 litros por dia.
O gestor do programa Balde Cheio do Senar-PB, Domingos Lélis, ressalta que a evolução esperada para o segundo ano será ainda maior. “Esse é um projeto muito importante para a atividade leiteira na Paraíba. Levamos ao produtor técnicas simples, para que ele aprenda com os recursos que tem, essa é a filosofia do projeto”, disse.
Produtores que participam do projeto já começam a colher os resultados
Em 11 hectares de terra, no munícipio de Pocinhos, a 186 km de distância da capital João Pessoa, com apenas seis vacas leiteiras (todas em lactação), o pequeno pecuarista de leite, Jucélio Marques da Silva, produz 140 litros de leite por dia. Em menos de um ano, o produtor aumentou 400% a sua produção depois que passou a receber assistência técnica do Balde Cheio.
Desde que aderiu ao programa, em maio de 2014 até agora, o produtor passou dos 25 litros diários e chegou até 140 litros. Jucélio Marques conta que começou a produzir leite apenas com uma vaca, com o passar do tempo e crescimento da demanda aumentou seu rebanho. Chegou a ter 17 vacas, mas como os animais não tinham qualidade o leite produzido era muito pouco, chegava a apenas 80 litros por dia. Hoje, o leite é vendido às padarias, pizzarias, lanchonetes e também a prefeitura da cidade que tem como destino a merenda escolar.
Ao entrar no projeto, o produtor teve que aprender a colocar todas as suas contas no papel e a fazer um controle financeiro da produção. Através do técnico, o pecuarista investiu na melhoria da pastagem com adubação, fez análise de solo, aumentou a higienização e sanidade. Jucélio almeja chegar a ter 12 vacas e dobrar a quantidade de leite produzida. “Desde que entrei no programa só tive melhorias. Além de conseguir lucrar mais, aprendi várias técnicas de como melhorar o meu leite”, falou. 
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