11 de novembro de 2020

Senar incentiva autocuidado masculino com o programa Saúde do Homem Rural


Ascom Senar

Evento do programa em Ipirá (BA). Foto tirada antes da pandemia do novo coronavírus.

Brasília (09/11/2020) – O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) promove há cinco anos o programa Saúde do Homem Rural, para levar atendimento médico e informação aos produtores rurais do País. O médico urologista Rômulo Maroccolo, da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), entidade parceira do Senar, destaca a importância de aproveitar a campanha Novembro Azul para levar informação ao homem através do programa.

“A próstata é a porta de entrada do homem aos serviços de saúde. Aproveitamos o incentivo que a campanha traz para criar um ambiente propício para saúde do homem e promovemos diversos outros exames como pressão e diabetes, além de informá-los sobre cuidados com alimentação, cigarro, etc. O Senar fornece esse acesso e, parte do sucesso desse programa, é que as ações são aos fins de semana”, afirmou o médico.

Apenas em 2019, mais de 21,7 mil homens participaram das ações do Saúde do Homem Rural, onde foram feitos 16,7 mil exames de PSA (Antígeno prostático específico) e sete mil exames de toque, por meio da parceria com as Secretarias Municipais de Saúde e com a SBU.

Segundo o urologista, devido à população rural ficar longe dos grandes centros e em regiões com deficiência de serviços de atenção à saúde, onde não existem médicos especializados, muitas pessoas são obrigadas a migrarem para as cidades maiores e ficarem no fim da fila de espera para receber tratamento.

“Muitas vezes o diagnóstico é feito tardiamente e o tratamento às vezes acontece de forma parcial ou incompleta. Para o homem, isso é ainda mais verdadeiro, porque diferente da mulher que tem a cultura de se cuidar, ele só vai ao médico quando sofre um algum acidente ou já faz acompanhamento de alguma doença.”

A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino, que pesa cerca de 20 gramas e se assemelha a uma castanha. Localiza-se abaixo da bexiga e sua principal função, juntamente com as vesículas seminais, é produzir o esperma. De acordo com dados do Ministério da Saúde, na fase inicial, o câncer de próstata não apresenta sintomas e quando alguns sinais começam a aparecer, 95% dos tumores já estão em fase avançada, dificultando a cura.

Atendimento do programa na Bahia. Foto tirada antes da pandemia do novo coronavírus.
Atendimento do programa na Bahia. Foto tirada antes da pandemia do novo coronavírus.

“Por isso é importante fazer chegar alguma informação ao homem. Para você ter uma ideia, de cada 10 homens examinados previamente, apenas um é diagnosticado com câncer de próstata, os outros nove a gente consegue colocar uma mensagem na cabeça deles de que precisa se cuidar. O momento da consulta é uma oportunidade do homem falar e poder ouvir também, não apenas sobre a próstata, mas sobre sua saúde de maneira geral.”

Mesmo na ausência de sintomas, homens a partir dos 45 anos com fatores de risco (histórico familiar; raça; obesidade) ou 50 anos sem estes fatores, devem ir ao urologista se informar. Na fase avançada, os sintomas são dor óssea, ao urinar, vontade de urinar com frequência e presença de sangue na urina e/ou no sêmen.

“No programa Saúde do Homem já diagnostiquei muitos casos de câncer de próstata porque para muitos homens, aquele foi o primeiro contato dele com um médico. Por isso, esse trabalho é importante, porque abre um canal de comunicação com os homens para desmitificar os exames como o de toque, por exemplo, e mudar a cultura masculina, mostrando que homem inteligente e forte é aquele que se cuida.”

O preconceito contra os exames já não é tão grande como antes, afirma a coordenadora dos Programas de Promoção Social no Senar Bahia, Jaqueline Érrico. No estado, o Senar atendeu mais de 2,3 mil homens de 10 municípios em 2019.

“Temos uma boa receptividade e há locais em que falta cota para atendê-los. Essa cultura do preconceito mudou bastante e o próprio Novembro Azul vem para chamar atenção do homem sobre sua saúde. No caso do toque, o retorno que recebemos dos médicos é que praticamente todos os homens que entram nos consultórios fazem o exame”, disse.

Segundo ela, as palestras do programa informam os homens e os deixam mais tranquilos para esse contato. “É um diferencial para eles que não tem no meio rural acesso a um urologista, apenas um clínico geral nos postos de saúde da família.”

Além da Sociedade Brasileira de Urologia, o Senar mantém parceria com o Instituto Lado a Lado pela Vida. Desde 2016 as duas instituições distribuíram mais de 350 mil cartilhas sobre conscientização a respeito dos cânceres de próstata, pele, pulmão, tumores femininos e cuidados com o coração.

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