29 de abril de 2014

Sertão empreendedor ensina técnica de propagação da Palma


Ascom Senar-PB

Com o início das chuvas no sertão, começa também o melhor período para o plantio de lavouras que vão garantir alimentação do rebanho no período de estiagem.
A palma forrageira é a base da alimentação volumosa para os rebanhos da região nordeste, aonde seu cultivo vem sendo feito há quase dois séculos. Nas últimas décadas o sistema de cultivo vem sendo estudado e modernizado, com introdução de novas técnicas de plantio e utilização da planta. O Método da divisão do cladódio, ou fatiamento da raquete possibilita a expansão mais rápida da cactácea e com menor custo de implantação das lavouras.
O Programa Sertão Empreendedor, desenvolvido na Paraíba pelo Senar, aposta nessa tecnologia para promover o fortalecimento da pecuária de leite nas regiões semiáridas. Neste mês de abril, todos os técnicos do programa, juntamente com outros instrutores do Senar participaram do minicurso “Propagação de Palma Forrageira Pelo Método da Divisão do Cladódio”, ministrada no município de Lagoa Seca pelo pesquisador da Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba (Emepa-PB), Ailton Melo.
Segundo o coordenador estadual do programa, Jonhbel Paiva, a eficiência do método está em multiplicar rapidamente a palma e proporcionar assim material nutritivo aos animais dos produtores. “O ponto mais importante deste método, de repartição da palma, é que com uma única raquete é possível originar cerca de 30 novas”, explica.
Inicialmente, o método secciona uma raquete em cerca de 30 pedaços e as replanta num canteiro. Após um curto tempo de germinação é possível extrair novos brotos e replantar a cactácea. “Quando fracionamos uma raquete e replantamos esses pedaços, estamos clonando a palma e possibilitando novos brotos. Ao fim de 45 dias o produtor tem 30 novas mudas para plantar em campo e multiplicar ainda mais o cultivo da palma”, retoma Jonhbel.
A técnica agora será replicada aos produtores rurais participantes do Sertão Empreendedor através dos instrutores do Senar-PB e dos técnicos do programa. “Vamos levar a técnica até o nosso produtor, promovendo mais uma opção para o plantio da palma a um baixo custo, já que existe deficiência de semente para o plantio tradicional, e fornecendo uma alternativa de alimentação do rebanho durante períodos de estiagem”, finaliza o coordenador.
 
Assessoria de Comunicação Sistema Faepa/Senar
Outras Informações: (83) 3048-6050
Eudete Petelinkar e/ou Luan Barbosa