6 de Fevereiro de 2018

Valorização de profissionais qualificados estimula candidatos ao Curso Técnico em Agronegócio do Senar e gera alta concorrência


Ascom Senar

Se há alguns anos, os brasileiros viam o ensino técnico apenas  como opção para quem não podia cursar a universidade, hoje  a concorrência para as vagas oferecidas no Curso Técnico em Agronegócio do Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) indica uma nova realidade. Faltam vários dias para o encerramento das inscrições no processo seletivo do curso e já são mais de 12 mil candidatos disputando as 3.020 vagas oferecidas no país. Dependendo da localidade onde o candidato se inscreveu, a disputa chega a 19 candidatos por vaga, como é o caso de Salvador (BA).

A valorização do ensino técnico há muito é uma tendência em países desenvolvidos, como a Alemanha, o Japão e a Áustria. No Brasil começa a se impor até pela crescente necessidade de profissionais qualificados pelo mercado de trabalho. Ederson Nunes, de Terra Nova do Norte, no Mato Grosso, percebeu que o diploma de nível técnico aumenta as chances de um bom emprego e de salários mais altos, por isso, concorre pela segunda vez a uma vaga no Curso Técnico em Agronegócio do Senar. “Atualmente trabalho em uma empresa que comercializa grãos e tenho a expectativa de completar meu currículo acadêmico para melhorar minha posição no mercado”.

Assim como outros setores, o agronegócio, motor da economia do país, também se ressente da falta de profissionais mais qualificados, o que, há três anos,  levou o Senar a aderir ao Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) do Ministério da Educação. Por ter uma alta capilaridade, estando presente em todo o país, e pela experiência de mais de 25 anos na educação profissional no campo, a entidade pode inovar, oferecendo um curso de nível técnico que tem todas as vantagens do ensino a distância, com 80% das aulas pela internet, mas também garante o aprofundamento e a fixação da aprendizagem com aulas presenciais e práticas. Para isso foi montada a Rede e-Tec Brasil no Senar, atualmente já  com 111 polos de apoio distribuídos por 27 estados, além do Distrito Federal.

Novos polos

Nos polos de apoio da Rede e-Tec, os alunos assistem às aulas presenciais, fazem provas e se reúnem para visitas a propriedades rurais e agroindústrias, onde vivenciam as práticas. Na atual seleção para o Curso Técnico em Agronegócio, são disponibilizadas vagas em 90 polos distribuídos por 23 estados. Dezoito  deles são novos  e oferecem o curso pela primeira vez: Arapiraca, Major Isidoro, Mata Grande e Santana de Ipanema, em Alagoas; Juazeiro, na Bahia;  Açailândia e Caxias, no Maranhão; Corumbá, Ivinhema e Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul; Guadalupe e Parnaíba, no Piauí;  Vilhena, em Rondônia; Rorainópolis, em Roraima;  Araranguá  e Canoinhas, em Santa Catarina; Indiaroba, em Sergipe; e Araguaçu, em Tocantins.

No Sul do país, Renato Mendes disputa uma das 40 vagas oferecidas no recém inaugurado polo de Araranguá (SC). “Gosto muito dessa área do agronegócio e, além disso, o curso garante o registro no Conselho Regional de Engenharia, onde trabalho”. Renato é técnico em contabilidade e exercita seu amor pelo campo em seu sítio, onde cria cavalos. “Agora parei um pouco, mas quero recomeçar a criação entendendo melhor os mecanismos de compra  e venda e o curso técnico do Senar foca na gestão e comercialização dos produtos”.

No Nordeste, o técnico de enfermagem Joadson Andrade dos Santos, também quer aprender os mecanismos do mercado no setor agropecuário, mas para incrementar a economia na comunidade onde vive, o povoado de Três Estradas no município de Serrinha (BA).  Inserido em uma região tradicionalmente sisaleira, no semiárido baiano, hoje, na realidade, os agricultores de Serrinha têm uma cultura diversificada, produzindo milho, mandioca, caju, manga, entre outros.

Joadson se inscreveu para a seleção ao Curso Técnico em Agronegócio no polo de Salvador. Mesmo enfrentando  a concorrência que,  até o momento, é a mais acirrada no país, ele  tem muito esperança de conquistar a vaga e poder atuar mais proativamente em seu meio. “Nasci e cresci nesse povoado. Minha família toda trabalha no campo. Moro no campo, venho da escola pública no campo e estou sempre estudando os problemas da zona rural. Com o curso, espero poder gerar mais conhecimento para minha  comunidade e estimular o agronegócio dentro dela. Temos, por exemplo, um grupo de mulheres que trabalham produzindo sequilhos, é um movimento agrário industrial que pode crescer”.

As inscrições para o Curso Técnico em Agronegócio são feitas virtualmente, no site http://etec.senar.org.br/ , e vão até o dia 9 de fevereiro. A partir de agora, além do MEC, o Senar tem também a parceria do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) na formatação e oferta do curso. Com isso, os critérios de seleção sofreram algumas alterações. A classificação dos inscritos se dará pelo desempenho no Ensino Médio e algumas categorias profissionais, indicadas pelo MAPA, terão prioridade. Os detalhes constam no edital do concurso, também no site da Rede e-Tec Brasil no Senar.

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