28 de maio de 2021

Paraíba e Ceará mostram pesquisas do “Forrageiras para o Semiárido”


Ascom Senar

Brasília (28/05/2021) – O desempenho dos estados do Ceará e da Paraíba no projeto “Forrageiras para o Semiárido – Pecuária Sustentável”, foi apresentado durante o Dia de Campo Virtual, na tarde de quinta (27).

A iniciativa é uma parceria da CNA com a Embrapa para desenvolver espécies forrageiras adaptadas ao clima seco da região como alternativas de alimentação e nutrição para a pecuária no Nordeste e norte de Minas Gerais.

Ceará – A Unidade de Referência Tecnológica (URT) foi instalada no município de Ibaretama, no sertão central cearense, a 133 quilômetros de Fortaleza. A área apresenta solo de textura areno-argiloso e a época chuvosa acontece de março a junho, com precipitação média de 700 milímetros ao ano.

Superintendente do Senar do Ceará, Sérgio Oliveira

“É um projeto muito importante para o nosso estado. Juntamente com a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), estamos conseguindo levar conhecimento aos técnicos e produtores rurais  para alcançar o nosso objetivo, que é melhorar os nossos rebanhos a partir da alimentação”, disse o superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) do Ceará, Sérgio Oliveira.

O responsável técnico pela URT de Ibaretama, Giovani Rodrigues, apresentou os principais resultados dos experimentos ao longo dos quatro anos do projeto. Na área das culturas anuais, foram plantadas duas variedades de milho, duas de milheto e duas de sorgo, todas com foco na produção de silagem como reserva estratégica de forragem.

No caso das gramíneas perenes, foram implantados seis tipos de capins cultivados em parcela solteira e também consorciadas com moringa ou gliricídia. Veja os resultados:

Nas cactáceas, a Orelha de Elefante Mexicana se destacou com a produção de 40 toneladas de matéria fresca por hectare/ano, além de registrar maior resistência ao ataque de pragas e doenças.

Outro estudo realizado foi com variedades de plantas lenhosas. O melhor desempenho foi da Gliricídia, que teve maior sobrevivência, menor ataque de pragas e doenças e maior produção de forragem.

Na opinião do professor Magno Cândido, da Universidade Federal do Ceará (UFC), não existe uma forrageira “milagrosa”, como muitos produtores acreditam. Ele ressalta que é fundamental estudar as opções no cardápio forrageiro e utilizar as variedades de forma estratégica, conforme a melhor adaptação ao clima e solo da área.

“Não tem um único capim que vai resolver todos os problemas. É preciso buscar a combinação mais adequada para cada fazenda, lembrando que o manejo é tão importante quanto a escolha”, declarou.

Paraíba – Localizada em Tenório, na microrregião do seridó paraibano, a URT fica a 246 quilômetros de João Pessoa. O solo do local é considerado arenoso e o período chuvoso ocorre entre os meses de fevereiro e abril, com uma precipitação média anual de 500 milímetros.

Presidente da Faepa-PB, Mário Borba

“A vocação da região do semiárido é a pecuária. Temos genética, rebanho e podemos duplicar a nossa produção. Esse projeto trouxe uma expectativa muito grande e hoje é uma realidade. Estamos vendo que o produtor está usando e vai usar muito mais com a ATeG. É só um começo”, afirmou o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa-PB), Mário Borba.
Os resultados obtidos nos quatro anos de testes foram apresentados pelo responsável técnico pela URT de Tenório, Humberto Gonçalves. Para produção de silagem foram testadas duas variedades de milho, duas de sorgo e duas de milheto.

Na área de gramíneas perenes, foram avaliados seis tipos de capins em parcelas solteiras e também consorciadas com moringa ou gliricídia.

Nas cactáceas foram observadas quatro variedades diferentes de forma solteira e consorciada. O destaque ficou com a Orelha de Elefante Mexicana, que em ambos os sistemas de cultivo apresentou alta produtividade.

Outra área serviu de testes para as lenhosas. O melhor desempenho ficou com a Gliricídia, que apresentou  boa capacidade de rebrota, fácil manejo e maior resistência aos períodos de estiagem.

O pesquisador da Embrapa Algodão, João Henrique, reforçou a importância do manejo adequado, que envolve a implantação, análise do solo, adubação e época correta de plantio. Outro fator essencial é o uso de sementes de qualidade. “Não existe melhor ou pior e, sim, o adaptado. O produtor deve utilizar aquilo que for mais adaptado para a sua região”, disse.

O próximo Dia de Campo Virtual do projeto “Forrageiras para o Semiárido – Pecuária Sustentável” vai apresentar os resultados alcançados na URT de São João (PE), no dia 2 de junho, às 9h.

Veja como foi o Dia de Campo Virtual da URT da Paraíba.

Veja como foi o Dia de Campo Virtual da URT do Ceará.

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