31 de Janeiro de 2018

Sustentabilidade é marca da produção sucroenergética da usina Miriri


Marina Cabral

Com 27% de território destinado a reserva legal, a empresa também produz a própria energia de maneira limpa e investe em áreas de preservação e reserva particular

Quando você protege a natureza, lhe devolve em benefícios, é com essa clareza sobre a importância de manter uma relação sustentável com o meio ambiente, que o diretor-presidente da Miriri – Alimentos e Bioenergia, Gilvan Celso Cavalcanti de Morais Sobrinho, conduz o seu negócio. Há mais de uma década que a empresa decidiu apostar em sustentabilidade, e no ritmo da própria flora, já percebe o enraizamento das suas ações.

Atualmente, a usina conta com Unidade de Reserva Legal (URL) corresponde a 27% da sua área. A exigência para produtores rurais da região Nordeste é que se destine 20%. “Esses sete por cento a mais, nós já averbamos como reserva no cartório, não tem mais como voltar”, comenta o Gilvan.

Tudo isso para dizer que o crescimento da empresa não depende de avanço na ocupação das áreas já protegidas pela usina. “Nós pretendemos aumentar a produtividade aqui, mas com verticalização. É com investimento em irrigação, variedades de mudas mais produtivas e protegendo o ambiente. O crescimento da usina será baseado em tecnologia”, explica.

Dentro da sua atividade produtiva estão a fabricação de etanol anidro, hidratado, açúcar e cachaça, isso só com fins comerciais. Mas há ainda outras possibilidades para a cana, que ajudam a colocar a empresa também na dianteira da produção de energia limpa. Hoje, 100% da eletricidade consumida é gerada na própria Miriri, por meio da produção ele energia através da biomassa, com o bagaço e a palha. O próximo passo é vender o excedente para integração com a concessionária que atende o Estado.

A sede da usina fica no município de Santa Rita, na região metropolitana da capital paraibana, com aproximadamente 5.300 hectares. No entanto, produção de cana-de-açúcar se espalha por outros municípios como Rio Tinto e Mamanguape, do Litoral Norte, e ainda Sapé, no Brejo.

Quem ingressa profissionalmente na área precisa incorporar essa visão. Periodicamente são realizados treinamentos, pelo qual todos os 2.500 funcionários da Miriri já passaram. Inclusive, 16 deles compõem uma equipe dedicada exclusivamente à coordenação, execução e supervisão das práticas de gestão ambiental.

Essa é a equipe que é responsável pelo viveiro da usina, registrado no Ministério da Agricultura. Lá são produzidas 70 mil mudas por ano. As espécies são nativas (angico, ipê, ingá são algumas delas), mas também há produção de espécies exóticas, utilizadas principalmente na recomposição das matas ciliares, prática que tem ajudado o proprietário a “produzir água”, mais uma das gentilezas que a natureza oferece.

Todo esse trabalho está sob os cuidados do gerente agrícola, Gabriel Saturnino de Oliveira. Ele explica que o trabalho socioambiental da empresa vai para além da pura e simples relação com a terra. “Quando o terrena Usina foi adquirido, fizemos questão de integrar os antigos moradores ao nosso projeto. Todos eles têm posse da terra e contratualmente são obrigados a preservar. Periodicamente são realizadas palestras com eles sobre o risco e perigo dos incêndios entre outros temas”, explicou Gabriel.

Ao longo da propriedade, todos os moradores recebem latas para o descarte correto do lixo. Os resíduos de óleo de cozinha recebem tratamento diferenciado, passam por processo de compostagem e se tornam sabão líquido e em barra. Metade volta para o morador e a outra parte fica com a usina.

Os municípios da região onde a usina está instalada também sediam outros empreendimentos do ramo sucroenergético, e reside aí, uma das intenções mais audaciosas do setor. Gilvan Cavalcanti lidera uma iniciativa que pretende resultar na criação de um “corredor gênico”, ou ecológico, como também é conhecido, que nada mais é do que criar uma grande faixa contínua de mata preservada entre propriedades vizinhas de produção de etanol, açúcar e bioenergia.

“A contribuição que a usina tem que dar é de construir colaboradores conscientes. Não é antagônico, você não tem que dilapidar a natureza para produzir. Acho que é contrário. Você tem que respeitar a natureza e produzir com eficiência. Isso é extremamente compatível”, conclui.

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