20 de junho de 2013

Xiquexique como alternativa alimentar para ruminantes


Ascom Senar-PB

Em determinadas regiões do Nordeste barasileiro, as cactáceas nativas, particularmente o xiquexique (Pilosocereus gounelllei A. Weber ex K Scchum.), são utilizadas durante secas drásticas como um dos principais suportes forrageiros para os ruminantes.
Nesses períodos, em quase sua totalidade, o xiquexique é oriundo de áreas de ocorrência natural, o que indica a necessidade de preservação e manejo sustentável da espécie.
Apesar de ser a última reserva de alimento e água para os animais, incrementos na produção animal poderão ser alcançados se esse cacto for associado a outros alimentos. Para tanto faz-se necessário o seu plantio para a formação de reservas estratégias de forragem.
O xiquexique é um cacto colunar de porte baixo, que rebrota bem próximo à base, de 0,5 a 1.0 m do solo. apresenta-se em forma de candelabro, com 10 a13 linhas de espinhos formando suas costelas.
Desenvolve-se lentamente, em solos rasos, em cima de rochas e é resistente a altas temperaturas e baixa precipitação pluviométrica. Sua distribuição ocorre, principalmente, nas áreas mais secas da região semi-árida nordestina.
O plantio do xiquexique como reserva ecológica e forrageira contribui para minimizar a degradação da caatinga e pode ser feito com estacas de 50cm de comprimento, em covas de 15cm de profundidade, no sentido vertical, em solos com baixa fertilidade.
Na caatinga, a colheita do xiquexique é feita manualmente pela retirada das brotações laterais, utilizando-se o facão e gancho próprio, tendo-se o cuidado de preservar o caule principal.
Posteriormente, o material colhido é transportado até o local de fornecimento aos animais, onde serão queimados os espinhos por intermédio do lança-chamas a gás butano. Esse processo poderá ocorrer de forma inversa, ou seja, após a colheita, ocorrendo a queima dos espinhos antes do transporte.
Transcorridas 12 horas da queima dos espinhos, tritura-se o material colhido em máquina forrageira e fornece-se aos animais. Em função da suculência do material, é recomendável associá-lo a outros alimentos ricos em fibra e proteína, a exemplo de silagem e concentrados.
Fonte: Capril Virtual