22 de agosto de 2012

Liberado defensivo agrícola contra cochonilha do carmim


Ascom Senar-PB

A palma forrageira é hoje uma das principais alternativas para o setor agropecuário da região semiárida brasileira. A cactácea é a base alimentar para a produção da pecuária, sendo largamente utilizada tanto para a manutenção dos rebanhos bem como na produção leiteira. E o Sistema FAEPA/SENAR-PB, consciente do potencial desta cactácea, vem trabalhando, desde 2005, para disseminar as propriedades da palma, assim como buscar as informações e tecnologias mais atualizadas para tornar esta cultura cada vez mais produtiva e rentável.
Sua utilização cresceu significativamente nos últimos seis anos, especialmente após a introdução da nova metodologia de cultivo adensado pelo Sistema FAEPA/SENAR-PB, que trabalhou na capacitação dos produtores e trabalhadores rurais, utilizando unidades demonstrativas com produtividade de 10 a 12 vezes maior que o sistema tradicional. Mas foi após o VI Congresso Internacional de Palma e Cochonilha, realizado em João Pessoa, que a cultura ganhou visibilidade. “O congresso foi um divisor de águas. Os produtores rurais, técnicos, pesquisadores e estudantes puderam conhecer com profundidade as características e formas de utilização da palma, confirmando sua importância como a alternativa mais viável para o semiárido brasileiro”, afirmou o presidente do Sistema FAEPA/SENAR-PB, Mário Borba.

Nos anos seguintes, o cultivo da palma ganhou força e o número de campos cresceu visivelmente. Porém, juntamente com este crescimento, surgiu também uma ameaça: a Cochonilha do Carmim. Pequeno inseto, que mede de 2 a 5 milímetros, se alimenta da seiva dos cactos e que já destruiu mais de 50% da área plantada na Paraíba e outros estados do Nordeste, forçando diversos produtores a vender seus rebanhos e utilizar produtos não registados numa tentativa desesperada de salvar seus campos.
Com intenção de salvar a cultura apelidada pelos produtores do nordeste como “Ouro Verde” e evitar prejuízos para o produtor e o meio ambiente, o presidente Mário Borba, vem buscando meios de convivência e combate à praga, por meio de contatos com empresas agroquímicas e incentivo à pesquisa. “São 4 anos e meio conversando com empresas como a Milenia na tentativa de registrar um inseticida para a palma. Além do contato com empresas de pesquisa na busca de um inimigo biológico da cochonilha e o desenvolvimento de variedades resistentes. Não podemos perder a palma para este inseto”, disse Borba.
Temos hoje, graças a vários estudos e pesquisas e ao esforço de diversas instituições públicas e privadas, diferentes opções de controle e convivência com a praga: variedades de palma resistente à cochonilha, um defensivo agrícola liberado, aguardando apenas pelo registro junto ao Ministério da Agricultura e um projeto de pesquisa para encontrar e multiplicar o inimigo natural do inseto da cochonilha.
Aprovado em agosto de 2012 pelo Mapa, o inseticida para palma forrageira consiste em uma solução real e emergencial para controlar a praga, pela qual o presidente da FAEPA trabalhou muito nos últimos anos. O produto de nome comercial Galil SC foi elaborado pela Milenia Agrociências e aguarda apenas o registro estadual e publicação da liberação de uso no Diário Oficial da União para início da distribuição e uso no estado.
Após o registro está previsto o lançamento oficial do produto na Paraíba pela Milenia em parceria com o Sistema FAEPA/SENAR-PB. O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural da Paraíba (SENAR-PB) está em entendimento com a empresa a fim de promover eventos para orientar os produtores na aplicação do inseticida.
Para Mário Borba, o registro de um defensivo para palma é uma vitória para a Paraíba. “A devastação pela cochonilha trouxe grandes prejuízos para todo o estado. Com o problema controlado, temos certeza que a produtividade vai voltar a crescer e o setor rural se desenvolver cada vez mais”, afirmou.
Outra alternativa no combate à cochonilha do carmim é a utilização de variedades resistentes da palma, como a espécie conhecida como orelha de elefante, de origem mexicana e também cultivada na Bahia e a cultivar Palmepa PB 1, desenvolvida pela Embrapa e Emepa.
Trabalhos de disseminação e multiplicação de sementes resistentes estão acontecendo em vários municípios do sertão paraibano, como Catolé do Rocha, Patos, Catingueira e Aparecida. Incentivados pelo Sistema FAEPA/SENAR-PB, instituições de ensino e produtores rurais estão utilizando a espécie orelha de elefante, alcançando ótimos índices de produtividade e mostrando que, ao contrário do que se acreditava, a palma também cresce e serve como produto gerador de renda no sertão e no alto sertão.
Além da pesquisa com variedades resistentes, o presidente Mário Borba também está em contato com uma empresa que atua na área de desenvolvimento de produtos biológicos na tentativa de encontrar e multiplicar o inimigo natural da cochonilha do carmim para controle biológico da praga. A previsão é que nos próximos dois anos o agente biológico seja apresentado aos produtores rurais. “O desenvolvimento de um projeto de pesquisa nesta área tem um custo alto e será necessária a articulação de parcerias para angariar os recursos demandados, mas eu garanto que a FAEPA não medirá esforços para encontrar parceiros que ajudem na conclusão desta pesquisa”, afirmou Mário Borba, reforçando seu comprometimento com os produtores rurais. “O que queremos é dar condições para que o produtor continue produzindo e permaneça no campo, gerando renda e fortalecendo o setor agropecuário da Paraíba”, afirmou.
Milenia Agrociência – Líder no segmento de agroquímicos genéricos e a 8ª maior companhia do setor no país, a empresa possui, atualmente, cerca de 500 colaboradores, duas unidades industriais, sendo uma em Taquari, no Rio Grande do Sul e a outra em Londrina, no Paraná e 8 Regionais de Vendas, que atendem produtores no Brasil e no exterior. A companhia faz parte do grupo israelense Makhteshim Agan, presente em mais de 100 países.
 

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