14 de julho de 2015

Usina aposta em inovação e é pioneira na tecnologia no Nordeste


Ascom Senar-PB

O diretor da Usina Miriri, Gilvan Morais Sobrinho, aposta no plantio de mudas pré-brotadas.

Tecnologia e sustentabilidade são palavras prioritárias na equipe dos 2500 funcionários comandados com muita simplicidade por Gilvan Morais Sobrinho, diretor presidente da Miriri Alimentos e Bioenergia S/A. Em quase 40 anos de história, ele construiu não apenas uma Usina, mas um legado de produção de cana-de-açúcar e etanol em Santa Rita, na Paraíba.

A meta da safra 2014/2015 é produzir 910 mil toneladas de cana-de-açúcar, aliando a mais nova aposta do empresário: o plantio de mudas pré-brotadas (MPB). A tecnologia foi trazida do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e Gilvan se orgulha quando afirma que é o único empreendimento do Nordeste que usa comercialmente o método. O MPB de cana é uma tecnologia de multiplicação, que contribui para uma rápida produção de mudas, associando um alto padrão de fitossanidade, vigor e uniformidade do plantio.

Para plantar um hectare de cana, o consumo de mudas cai de uma média de 20 toneladas, no sistema convencional, para duas toneladas no MPB, beneficiando o campo pela qualidade fitossanitária da muda.

Aclimação exposta ao sol das mudas pré-brotadas

Aclimação exposta ao sol das mudas pré-brotadas

 

Segundo Gilvan, priorizar a agricultura de precisão pensando na capacitação do funcionário é o melhor caminho para o futuro. Entre as políticas de tecnologia, a Miriri aposta na irrigação por gotejamento com pivô central, que tem eficiência de 85% no uso da água. Além disso, todo o plantio é realizado utilizando a tecnologia de Global Positioning System (GPS). A Miriri possui também uma estação metereológica que possibilita a obtenção de dados climatológicos permitindo conduzir uma irrigação eficiente. “A nossa gestão ambiental anda alinhada com os setores do campo e industrial. Toda implantação realizada é baseada em pesquisas com parcerias junto a universidades e centros de estudos, por isso, produzimos com eficiência e consciência”, disse Gilvan Morais.

Atualmente, a Usina possui ainda 20% do seu plantio mecanizado e 80% manual, mas segundo o supervisor comercial, Reinaldo de Oliveira, a meta é crescer esse número a cada ano. “Nos preocupamos com o nosso crescimento e daqueles que também fazem a empresa. Com isso, temos um programa de recolocação no mercado de trabalho, onde fazemos a substituição do funcionário pela máquina de forma responsável. Estamos treinando os nossos colaboradores para serem futuros operadores de máquinas agrícolas, e o resultado vem sendo positivo”, revelou o gestor, preocupado com a introdução da tecnologia na empresa.

O investimento em aparatos tecnológicos acompanha o mercado consumidor, já que a Miriri exporta açúcar cristal para 21 países, entre eles os maiores compradores Gambia e Angola, na África, além de Estados Unidos, México e Colômbia. A empresa atinge excelentes índices de produtividade comparada às melhores da região Nordeste. Com potencial para produzir 1,4 milhões de toneladas de cana moída, dribla as dificuldades com princípios sólidos na gestão para enfrentar as incertezas. A eficiência em extrair o máximo de toda riqueza vinda do campo está acima de 96%.

Empresa se relaciona com natureza e comunidade

Além dos números, a Usina se destaca por suas ações de Responsabilidade Social e Ambiental. Ela incentiva o aprendizado desde a infância, através de uma escola que atende 80 crianças e funciona em sua sede. Em parceria com a Prefeitura Municipal de Santa Rita, alunos de quatro a 13 anos de comunidades do entorno (já que a maioria dos funcionários mora em municípios mais distantes), têm a oportunidade de ensino de qualidade atrelado a aulas práticas de educação ambiental, realizadas na própria Miriri, tudo para despertar na infância o respeito e o cuidado pelo meio ambiente. Para atender às necessidades básicas de saúde, a Usina possui também com parceria municipal, um posto de saúde da família com médico, dentista e enfermeiras que realizam 600 consultas por mês.

Mas o sonho de Gilvan Morais não parou por aí. Dentro do programa de sustentabilidade, a empresa possui programas que visam fortalecer a Mata Atlântica, como o Projeto Pintando a Mata, que usa espécies da flora nativa para colorir o verde. O resultado gera uma visão aérea similar a um quadro em que parece que a mata foi pintada à mão. Outra preocupação do empreendedor são os descartes de dejetos em locais impróprios. Para isso, a empresa implantou um sistema de coleta seletiva em toda sua área. O material recolhido é vendido para companhias de reciclagem e o lixo orgânico é utilizado como adubo (fertilizante natural para o plantio).

Foto aérea do projeto Pintando a Mata

Foto aérea do projeto Pintando a Mata

Mais um projeto que surgiu como alternativa para reduzir o excesso de resíduos nas águas do Rio Miriri, que corta o município de Santa Rita e dá nome à Usina, é a transformação de óleo de cozinha em sabão ecológico para a população, funcionários e quem tiver interesse em participar do projeto. A empresa funciona como um posto de coleta do material e realiza a distribuição do sabão gratuitamente. Outra questão trabalhada pela equipe de Gestão Ambiental é o desmatamento. “Observávamos que as comunidades do entorno desmatavam a mata nativa para retirar lenha para cozinhar, então resolvemos realizar o projeto Mata Energética onde plantamos uma área específica para a retirada da madeira com quantidade limitada e consciência ecológica”, disse o comercial Reinaldo. A ideia da empresa é conscientizar a população sobre os efeitos do desmatamento.

Senar-PB auxilia na formação profissional

A atuação do Senar Paraíba na Usina já capacitou e qualificou centenas de profissionais. Só no ano de 2014, foram atendidos cerca de 180 funcionários nos treinamentos de Operação de Tratores Agrícolas em Imóveis Rurais, Corte e Costura, Doces e Compotas, Operação de Colhedora de Cana-de-Açúcar e Prevenção de Acidentes com Agrotóxicos. A cada ano, o Senar forma mais de 150 colaboradores da Miriri, com cursos de formação ou renovação. De acordo com o superintendente do Senar-PB, Sérgio Martins, a parceria só traz retorno positivo para os colaboradores e empresário. “Temos uma grande preocupação em atender empresas de médio e grande porte pela responsabilidade que possuem em nossa sociedade, através da geração de empregos, movimentação na economia e ações de responsabilidade socioambiental. O nosso objetivo é que essas formações melhorem o desempenho dos trabalhadores e da empresa, para que possamos qualificar cada vez mais profissionais e, consequentemente, elevar o nível da qualidade dos nossos produtos”, falou.

Você sabia que a Paraíba é o terceiro estado do Nordeste com mais usinas de etanol e açúcar? No ranking, o estado fica atrás, apenas, de Alagoas (1º lugar) e Pernambuco (2º lugar). Em números, são 25 usinas em Alagoas, 18 em Pernambuco e nove na Paraíba. Iniciada oficialmente no dia 01 de abril de 2014, a safra 2014/2015 compreende o período de moagem de cana e, consequentemente, de produção de açúcar e etanol, que vai até o final de março de 2015. Em todo o país, a produção total de cana-de-açúcar moída na safra 2014/2015 é estimada em 671,69 milhões de toneladas, com aumento de 2,0% em relação à safra 2013/2014, que foi de 658,82 milhões de toneladas, significando um crescimento de 12,87 milhões de toneladas maior que na safra anterior. A Região Norte e Nordeste prevê um aumento de 3,7%, passando de 56,71 milhões de toneladas da safra 2013/2014, para 58,78 milhões na safra 2014/2015.

 

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