23 de março de 2015

Apicultura paraibana é alternativa de renda


Ascom Senar-PB


O apicultor Alexandre de Almeida, chega a produzir 900 litros de mel por ano

A apicultura tem se tornado cada vez mais atrativa no estado devido a sua menor vulnerabilidade à seca, quando comparada ao cultivo agrícola. A vegetação do semiárido paraibano, pode não parecer muito viável a este cultivo, mas proporciona uma floração rica para a polinização das abelhas.
No município de Solânea, localizado na região do Curimataú, a Cooperativa de processamento e comércio de produtos da Agricultura Familiar (Coaprodes), conta com 150 participantes, que investem nessa produção de mel, no qual vem dando lucro e melhorando a vida desses produtores.
Alexandre de Almeida trabalha na apicultura há mais de 10 anos. O incentivo e o ensinamento de criar abelhas foi herdado do seu pai, com quem trabalhou junto no começo da criação. Alexandre afirma que no inicio não tinha muito conhecimento das técnicas, portanto a produção era pequena. Foi em 2005, quando participou do treinamento de Criação de Abelhas para Produção de Mel oferecido pelo Senar Paraíba, que sua produção aumentou, chegando a quase triplicar. Antes do treinamento eram tirados 10 litros por colmeia no ano, hoje chega a tirar 25 litros de mel por colmeia no ano, dependendo da safra e das condições climáticas.
Atualmente, Alexandre possui 35 colmeias, mas, em no máximo dois anos, pretende chegar a 50. Segundo o produtor, seu mel é vendido em todo o estado, mas deseja expandir seu produto para outros estados. “Pretendo aumentar cada vez mais, pois é um negócio que gera lucro. Nunca deixei de ter renda através da apicultura, por mais difícil que a seja a época de seca”, disse.
Sua produção na região acontece nos meses de julho a setembro, chegando no máximo até outubro. Como forma de maior aproveitamento, o produtor aderiu à prática da apicultura migratória. “Quando o Curimataú está escasso de flor, levamos as colmeias para o Brejo, onde tiramos mel nos meses de janeiro e fevereiro”, relatou Alexandre.
A apicultura migratória é a forma encontrada por apicultores de aproveitar, ao máximo, as floradas das lavouras. Com a adoção da prática, o produtor consegue até duplicar a produção de mel. Nesse sistema, as colmeias são levadas para várias lavouras diferentes, que estejam em floração. Assim, o pólen, é sempre garantido, o que não ocorre em sistemas com apiários fixos.
Em visita a produção de Alexandre, o superintendente do Senar-PB, Sérgio Martins, ressaltou a importância dos cursos que o Senar oferece. “Nossa missão é incentivar os produtores a investir em cadeias que sejam propícias as suas regiões, para que assim, ele possa ter uma maior rentabilidade”, falou. 

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