28 de janeiro de 2013

Emater estimula uso de cultura nativa para alimentar rebanho


Ascom Senar-PB

Estimular o agricultor a fazer uma agricultura diversificada com o plantio e conservação de culturas nativas e exóticas que se destinem a alimentação do rebanho já que a pecuária representa importante suporte na forma de fazer a agricultura por ser uma atividade de ampla resistência e capaz de ser explorada em todas as épocas do ano.
A opinião é do técnico extensionsista da Emater-PB regional Campina Grande, Manoel Gomes de Oliveira(foto), explicando que a Emater estadual vem fazendo um trabalho através dos escritórios em todos os municípios chamando a atenção de se trabalhar com os potenciais locais, porém, evidenciando a importância da pecuária que proporciona produção dentro e fora da época de inverno e garante que a atividade só é viável para aquelas famílias que sabem fazer uma agricultura com eficiência e a pecuária representa importante alternativa.
Ele garante que o agricultor acompanhado pela Emater está consciente da importância da vegetação nativa e exótica na alimentação do rebanho e acrescenta que o trabalho tem contribuído nas políticas públicas de convivência com o semiárido conforme o próprio extensionista Manoel Gomes de Oliveira explicou aos ouvintes da Rádio Serrana de Araruna e Rádio Bonsucesso de Pombal. “A caatinga é muito rico em variedades naturais que têm sido fonte de pesquisas e essas pesquisas têm comprovado que temos essas essências e o produtor não aproveita a exemplo da jureminha que é uma leguminosa que se adapta bem ao nordeste e tem em torno de 20% de proteína bruta, a flor-de-seda tem em torno de 20%, a jurema preta, o feijão-bravo, o feijão-bravo tem uma característica em que na seca a gente vê a caatinga toda cinzenta e ele está lá verdinho e isso não é aproveitado ainda, o produtor ou se sabe não aproveita como deve, temos também o pau-ferro(o jucá) que tem em torno de 18% de proteína, o juazeiro, a maniçoba que já tem trabalho há mais de dez anos aqui no entorno onde já se vem trabalhando o feno da maniçoba que tem um teor de proteína numa faixa de 20%, tem a faveleira com cerca de 24% de proteína, mororó tudo nessa faixa que quando comparado com os capins que têm em torno de 10% vê-se a diferença”, explica aquele extensionista dizendo que é aí que justifica-se a composição das variedades.
Manoel evidenciou a importância da pecuária na atividade rural que fortalece a agricultura já que além de se produzir a ração diretamente para a pecuária, a atividade utiliza os diversos restos culturais além de ser uma atividade explorada em todos os meses do ano, diferentemente da agricultura que depende da irrigação ou do período chuvoso. “A gente tem observado que já é uma realidade aqui no Nordeste é que o agricultor não vive mais praticamente de agricultura, na realidade vive como fonte principal da criação. E por que não existir na criação, quer dizer mudar essa hábito de esperar, as vezes o inverno é bom tem pasto, mas ele(pecuarista) se acomoda e não armazena esse potencial forrageiro que tem e que fica secado e vai perdendo o valor nutritivo”, explica dizendo que a Emater-PB tem intensificado tudo um trabalho para o uso dessas práticas tecnológicas.
Fonte: Stúdio Rural