9 de março de 2022

Mulheres debatem atuação feminina no sistema sindical rural


Ascom Senar

Participantes do curso Mulheres em Campo, do Senar

Brasília (08/03/2022) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu a live “Como aumentar a participação das mulheres no sistema sindical rural”, na terça (8), dentro de uma programação especial em homenagem ao Dia Internacional da Mulher.

O encontro contou com a participação de três produtoras rurais e lideranças do setor agropecuário: a presidente do Sindicato Rural de Cáceres (MT), Ida Beatriz Sá; a presidente da Comissão de Produtoras Rurais da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Rizzia Ribeiro; e a presidente da Comissão Jovem da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Fernanda Gehling.

A jornalista e apresentadora dos canais Terraviva e AgroMais, Lilian Munhoz, foi a moderadora do bate-papo. Ela destacou o trabalho feminino na agropecuária. Segundo dados do Censo Agropecuário do IBGE, a participação das mulheres trabalhando no setor cresceu de 33% em 1995 para 39% em 2017. A presença de mulheres em cargos de liderança no agro também aumentou: era 13%, em 2006 e alcançou 19% em 2017.

Fernanda contou sua trajetória desde a liderança na Comissão Jovem do Sindicato Rural de Camaquã (RS) até a criação da Comissão Jovem da Farsul. Ela falou sobre o envolvimento das mulheres no grupo, nos sindicatos e na Federação.

“A Comissão Jovem é uma porta de entrada para muitas mulheres. É uma forma de engajar e capacitar outras jovens para atuar no sistema sindical, além de oferecer oportunidades de capacitação e treinamento”, disse.

Ida, que pertence a 4ª geração de uma família de pecuaristas pantaneiros, entrou para a diretoria do Sindicato Rural de Cáceres em 2016 e assumiu a presidência no início da pandemia, em 2020. Na opinião dela, as mulheres têm qualidades que podem contribuir para a expansão do sistema sindical rural em todo o Brasil.

“A visão das mulheres é diferenciada. Assumimos diversos papéis, somos conectadas, comunicativas e abertas para absorver tecnologias e mudanças. É muito importante que os sindicatos proporcionem espaços e estejam abertos para acolher essas mulheres”.

A presidente da Comissão de Produtoras Rurais da Faeg atua há mais de 30 anos na agropecuária e entende que a busca por conhecimento e a aproximação com os sindicatos rurais são diferenciais importantes para criar mais comissões femininas no estado. Rizzia, que assim como o marido é sindicalizada, reforça a necessidade do envolvimento das mulheres nas discussões políticas.

“A mulher sindicalizada tem poder de voto, pode integrar uma diretoria e fica por dentro de tudo que está acontecendo. É importante que as mulheres do setor busquem isso. Dá a chance de participar e decidir”, afirmou ela, que também é fundadora e presidente da Comissão de Produtoras do Sindicato Rural de Rio Verde (GO).

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